quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Algumas informações importante quanto a estas tricoses


ALOPECIA DIFUSA

A alopecia difusa implica na troca generalizada de fios nas regiões posteriores, laterais e da parte superior do couro cabeludo. Na fase aguda, os testes de puxar o cabelo são positivos em todo o couro cabeludo. No eflúvio telógeno, os fios extraídos apresentam raízes despigmentadas em forma de taco e nenhuma bainha de raiz, mas no eflúvio anágeno, apresentam redução gradual proximal com uma fratura. A histopatologia do eflúvio telógeno é similar à de um couro cabeludo normal, exceto pelo aumento no número de fios de cabelo em fase telógena observados durante perda capilar ativa; muitos pêlos terminais estão presentes, com poucos pêlos velos. As alterações inflamatórias são similares às dos controles normais.


ALOPECIA AREATA

A alopecia areata apresenta-se tipicamente como perda capilar em placas e pêlos em ponto de exclamação ao redor das margens das placas de calvície. Pode ser localizada, extensa ou envolver todo o couro cabeludo e os pêlos do corpo. A progressão é imprevisível. Histologicamente, um infiltrado de células mononucleares peri e intrabulbares encontra-se presente nas fases agudas, com redução de pêlos na fase anágena, e aumento de pêlos na fase catágena, telógena e de pêlos velos e estrelas foliculares.


TRICOTILOMANIA

Tricotilomania é uma compulsão anormal de arrancar o próprio cabelo que acomete mais crianças do que adultos. Em crianças, pode substituir o hábito de chupar o polegar, mas distúrbios psicológicos severos são mais comuns em adultos. Geralmente se apresenta com uma ou mais placas de afinamento de fios caracterizadas por fios irregulares e um couro cabeludo normal. Pode envolver as sobrancelhas e os cílios. A progressão é flutuante, prolongada, e freqüentemente diagnosticada erroneamente. Histologicamente existem números normais de folículos pilosos com cisalhamento perifolicular e hemorragia em alguns.


ALOPECIA DE TRAÇÃO E DE PRESSÃO

A alopecia de tração aguda resulta da tração dos fios ou de acidentes. A alopecia de tração crônica resultante de entrelaçamentos capilares, apliques ou escovação excessiva, escovação em sentido inverso ao do nascimento dos fios, tranças ou certos tipos de penteado, é mais comum e insidiosa. A pressão no couro cabeludo resultante de imobilidade prolongada pode causar alopecia. Histologicamente, a alopecia de tração é similar à tricotilomania, com muitos fios em fase catágena e telógena e ausência de inflamação. Na alopecia de tração crônica que afeta as margens capilares, é comum a presença de fibrose densa ao redor dos folículos médios.


CAUSAS DIVERSAS DE ALOPECIA NÃO-CICATRICIAL

As causas diversas de alopecia não-cicatricial incluem infecções, anormalidades na haste pilosa, hereditariedade e afecções congênitas e várias dermatoses por vezes acompanhadas de perda capilar.


ALOPECIA CICATRICIAL

A alopecia cicatricial resulta de fibrose permanente dos folículos pilosos. É circunscrita ou disseminada e por vezes não evidente. Alterações no couro cabeludo incluem foliculite, ausência de orifícios foliculares, descamação, telangiectasia e fios de cabelos quebrados, facilmente extraíveis ou torcidos. Lesões associadas podem ser observadas na pele ou nas membranas mucosas. Biópsias do couro cabeludo devem ser realizadas em todos os casos, e se a lesão for ativa, um diagnóstico definitivo pode ser possível na foliculite descalvante, lupus eritematoso ou líquen planopiloso. As lesões no estágio final de todas as três afecções mostram a mesma perda cicatricial e folicular extensa observada na pseudopelada.

Este artigo é do:
Dr. David A. Whiting, F.A.C.P.
Professor Clínico de Dermatologia e Pediatria
Southwestern Medical Center, Dallas, Texas
Diretor Médico do Baylor Hair Research and Treatment Center
Dallas, Texas, EUA

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