
O 1º Congresso de Tricologia chamou a atenção de muitos profissionais que lotaram o auditório do Expo Center Norte. Muitos assuntos novos, abordagens diferentes e esclarecimento de dúvidas marcaram o evento.
Comandado pelo Prof. Dr. Valcinir Bedin, Presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo, a abertura do congresso tratou das novas substâncias e medicamentos orais, tópicos e injetáveis disponíveis no mercado. “Apesar do tricologista não poder receitar nenhum remédio ou substância ele precisa estar informado sobre o que seu cliente está tomando e saber as novidades que são lançadas”, explicou.
O grande momento do dia foi o talk show que reuniu quatro palestrantes em um bate papo animado e polêmico sobre diversos assuntos. O Dr. Valcinir Bedin, a Profª Dra. Maria Valéria Robles, a Drª Joana Dárc Diniz e o Dr. Afranio Lamy Spolador falaram sobre tintura de cabelo, tintura para grávidas, escovas progressivas e produtos cosméticos contra queda dos fios.
O primeiro assunto abordado foi sobre as colorações de alta performance que tratam os fios enquanto colorem, causando menos impacto e problemas como ressecamento e quebra dos cabelos. “A coloração está sendo usada como tratamento, com ativos que promovem mais brilho, hidratação e até proteção solar aos fios. Essa é a tendência, ter uma coloração eficaz que realmente trata enquanto colore”, afirmou o Dr. Bedin.
Ainda falando neste assunto, um tema abordado foi o uso de colorações por gestantes. Os médicos presentes atestaram que a proibição pelos médicos se dá por dois motivos: primeiro porque ninguém nunca fez pesquisas com grávidas, então é impossível saber como os produtos reagiram. O outro ponto é que a preocupação é de uma possível reação da mulher ao produto e como cuidar disso, uma vez que grávidas não podem tomar muitos tipos de medicamentos. “Se por acaso a tintura causar uma irritação no couro cabeludo ou então uma queimadura o tratamento desse problema seria prejudicado por alguns antibióticos serem proibidos na gravidez por conta do bebê” esclareceu a Dra. Joana Dárc Diniz.
O assunto mais polêmico do dia foi sobre as famosas “escovas progressivas” e suas novas derivações. A Dra. Maria Valéria Robles explicou que ativos muito divulgados e conhecidos como ácido glioxílico ou carbocisteína quando aquecidos transformam em formol, agindo da mesma forma que composições com o formol a 0,02%, que era liberado pela Anvisa. “O ácido glioxílico é o formol disfarçado, assim como a carbocisteína é o formol encapado. A Anvisa está avaliando esses produtos e suas composições e deve se pronunciar em breve sobre sua liberação ou proibição”, informou a doutora que faz parte da Câmara Técnica da Anvisa.
O que fica é a informação compartilhada por todos os médicos presentes sobre o mal que o formol, seja em que maneira for, é prejudicial à saúde dos cabelos e dos profissionais. O formol cria uma capa protetora nos fios, deixando-os plastificado. Quanto mais fizer o procedimento, mais plastificado fica o fio. Após a quarta aplicação esse cabelo com certeza vai quebrar e os danos serão maiores para a cliente e o profissional. É preciso pensar a respeito!